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SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO

Atualizado: 8 de mai. de 2021


A Síndrome do Ovário Policístico trata-se de um distúrbio metabólico que provoca alterações metabólicas, hormonais e reprodutivas. É uma das doenças que mais acomete as mulheres em idade reprodutiva, com o desenvolvimento de complicações metabólicas como resistência à insulina, hiperinsulinemia, hiperandrogenismo, inflamação, disbiose, dislipidemia e ganho de peso.


A alimentação desempenha um papel muito importante no tratamento e na qualidade de vida das portadoras da síndrome, ou seja, na base de tudo está a nutrição. O acompanhamento nutricional é fundamental para prevenir o desenvolvimento de doenças associadas, como diabetes, obesidade, pressão alta, apneia do sono e esteatose hepática.


Em mulheres que estão acima do peso, o emagrecimento é um dos pontos chave para controlar a síndrome. Com a perda de peso, ocorre a diminuição da resistência à insulina, dos níveis dos hormônios androgênios, bem como, uma melhora no perfil lipídico.

Diversos estudos buscaram entender qual seria a melhor estratégia para que ocorra a perda de peso nesta condição, e concluíram que a adesão a escolhas saudáveis, atividade física e controle na quantidade de calorias consumidas são os pilares principais.


Um ponto que parece auxiliar no emagrecimento é a ampliação da ingestão proteica. As proteínas auxiliam no aumento da saciedade, e consequentemente, no controle do apetite. Além disso, também promovem a manutenção da massa muscular durante o processo de perda de peso.

Para controlar os níveis de açúcar no sangue causados pela resistência à insulina, é importante ajustar a quantidade e qualidade dos carboidratos da alimentação. O destaque vai para uma alimentação de baixo índice glicêmico. Evitar o consumo de açúcar, doces e farinhas brancas e aumentar o consumo de fibras presentes em grãos e cereais integrais como a aveia, legumes, verduras vão auxiliar neste ponto.

O consumo de frutas, oleaginosas (como castanhas e nozes), azeite, abacate e peixes são extremamente recomendáveis. Esses alimentos são ricos em antioxidantes, gorduras boas (insaturadas e poli-insaturadas) e ômega 3, com ação anti-inflamatória. Esses nutrientes irão contribuir para a melhora na ação da insulina e na diminuição do processo inflamatório, auxiliando no controle das consequências da síndrome.


A suplementação de algumas vitaminas, minerais e compostos bioativos, como a vitamina D, mio inositol , ácido α-lipóico, NAC, resveratrol dependendo da necessidade de cada mulher, pode ser uma ferramenta adicional na melhora da sensibilidade à insulina. Ainda sim, somados a coenzima Q10, magnésio , zinco, selênio, ômega 3, vitamina E pode ser uma excelente alternativa para controle da inflamação com impacto positivo na sensibilidade à insulina.

Por fim, a combinação entre uma alimentação saudável, rica em fibras e antioxidantes, suplementação adequada, com a prática regular de atividade física, são a chave para o tratamento da Síndrome do Ovário Policístico.


Referências:

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FARSHCHI, H. et al. Diet and nutrition in polycystic ovary syndrome (PCOS): Pointers for nutritional management. Journal of Obstetrics and Gynaecology, v. 27, n. 8, p. 762-773, 2007.


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MORAN, L.J. et al. Dietary Composition in the Treatment of Polycystic Ovary Syndrome: A Systematic Review to Inform Evidence-Based Guidelines. Journal of The Academy Of Nutrition And Dietetics, 2013.


SANTOS, T.S. et al. Aspectos nutricionais e manejo alimentar em mulheres com síndrome dos ovários policísticos. Revista Saúde em Foco, v. 11, p. 649-670, 2019.


Síndrome dos ovários policísticos. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2018. 103p.

SZCZUKO, M. et al. Studies on the quality of nutrition in women with polycystic ovary syndrome (PCOS). Rocz Panstw Zakl Hig, v. 68, n. 1, p. 61-67, 2017.


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