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RESVERATROL E SOP



A síndrome do ovário policístico é uma doença crônica, categorizada como um distúrbio que provoca alterações hormonais nas mulheres, geralmente em idade reprodutiva.


Mulheres com SOP produzem quantidades mais altas de testosterona e outros hormônios andrógenos que a média. Estes níveis elevados podem contribuir para períodos menstruais irregulares ou ausentes, infertilidade, ganho de peso, pele oleosa e acne ou excesso de pelo na face e no corpo e queda de cabelo


Além disso, a SOP está relacionada com uma série de repercussões no metabolismo, como resistência à insulina, hiperinsulinemia, inflamação e ganho de peso.


A nutrição é uma grande aliada no tratamento e prevenção da SOP, e alguns compostos bioativos se destacam devido a sua capacidade de atenuar a resistência à insulina e a inflamação, um dos principais gatilhos para o desenvolvimento da SOP.


Um polifenol natural que se destaca é o resveratrol. Um composto fenólico produzido naturalmente por alguns alimentos, principalmente as uvas, pode ser uma excelente alternativa pelo potencial antioxidante e anti inflamatório no tratamento das consequências metabólicas da síndrome.


O resveratrol é encontrado na forma de trans-resveratrol (forma mais biodisponível), em uvas e também no vinho tinto. Estudos in vitro, mostrou que esse composto é eficiente no combate a inflamação por inibir a expressão de citocinas pró-inflamatórias e de enzimas presente na cascata do processo inflamatório.


Um estudo publicado recentemente pela Universidade da Califórnia investigou os efeitos do resveratrol em mulheres diagnosticadas com SOP. Como resultado da intervenção, os pesquisadores verificaram que o resveratrol proporcionou uma redução de mais de 20 % dos hormônios andrógenos ovarianos e adrenais associados com a SOP, e este efeito tem relação com a ação do resveratrol na melhora da sensibilidade à insulina e na diminuição dos níveis de insulina.


Segundo este estudo, o resveratrol pode ser um composto eficaz no tratamento do hiperandrogenismo associado com a SOP, corrigindo o desequilíbrio metabólico e hormonal da mulher, principalmente pela sua atividade anti-inflamatório e antioxidante reduzindo a inflamação e melhorando a sensibilidade à insulina.


O resveratrol é encontrado em alimentos como as uvas, na casca do amendoim e nas berries como mirtilo. Os efeitos do resveratrol também podem ser benéficos a mulheres não apenas com SOP, mas também com a endometriose. Neste caso, o resveratrol pode atuar além da diminuição do quadro inflamatório e de sua ação antiproliferativa, no auxílio da regularização do sistema reprodutor da mulher.


Referências:


AZZIZ R. et al. Adrenal androgen excess in the polycystic ovary syndrome: Sensitivity and responsivity of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis. J Clin Endocrinol Metab. 1998; 83:2317–2323.


BANASZEWSKA, Beata et al. Effects of Resveratrol on Polycystic Ovary Syndrome: a double-blind, randomized, placebo-controlled trial. The Journal Of Clinical Endocrinology & Metabolism, [S.L.], v. 101, n. 11, p. 4322-4328, nov. 2016. The Endocrine Society.


CHEN S. et al. Resveratrol improves insulin resistance, glucose and lipid metabolism in patients with non-alcoholic fatty liver disease: A randomized controlled trial. Dig Liver Dis. 2015;47:226 –232.


ORTEGA I. et al. Effects of resveratrol on growth and function of rat ovarian granulosa cells. Fertil Steril. 2012; 98:1563–1573.


UNGVARI, Z. et al. 2007. Resveratrol increases vascular oxidative stress resistance. American Journal of Physiology. Heart and Circulatory Physiology. 292:2417–24.



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